Conferência Nacional de Educação aprovou propostas para a educação do campo

12/04/2010

Durante a Conferência Nacional de Educação, que foi realizada de 28 de março a 1º de abril no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília, o estado da Bahia destacou-se ao participar com a maior delegação representando a temática de educação do campo. Participaram articulações estaduais como CUT, RESAB, MMTRs, Associações, CONTAG, FETAGs, FETRAFs, MST, MOC, professores de universidade e professores militantes da educação do campo.

No debate foram discutidas questões referentes  a construção de um sistema nacional de educação articulado e o contexto do ensino privado contra o ensino público. Entre as propostas aprovadas está a reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para alunos egressos de escolas públicas, também a destinação de 50% dos recursos obtidos a partir da extração do petróleo da camada pré-sal para a educação e a eleição de diretores de escolas.

Os delegados concordaram com a consolidação de uma política de educação de jovens e adultos voltada para a formação integral do indivíduo, inclusive para os que se encontram em situação de privação de liberdade.


Educação do Campo- No âmbito da educação do campo, a Conferência aprovou muitas propostas. Entre algumas das selecionadas, buscou-se consolidar uma Política Nacional para a Educação do Campo. Reunindo cablocos/as, indígenas, extrativistas, ribeirinhos, pescadores, quilombolas, migrantes de outras regiões brasileiras e estrangeiras, agricultores familiares, assentados, sem-terra, sem-teto, acampados, segmentos populares das mais diversas matizes e da floresta, para se articularem com o fortalecimento do projeto alternativo de desenvolvimento sustentável, que assegura a formação humana, política, social e cultural dos sujeitos, a partir do documento de referências para uma Política Nacional da Educação do Campo (MEX/SECAD) e das propostas da comissão nacional de Educação do Campo dos movimentos sociais do campo.

Também, ampliar o acesso à escola do campo de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos residentes nas zonas rurais, em todos os níveis da educação básica e na educação superior. Criar e manter as escolas do campo de acordo com os padrões básicos de infraestrutura que contemplem transporte escolar intracampo, equipamentos tecnológicos de informação, comunicação e agrícolas.

Além disso, foi aprovada também a implantação e efetivação de políticas públicas de educação do campo que respeitem e valorizem o meio ambiente, o contexto sociocultural, a diversidade cultural contemplando currículos específicos para os diversos níveis e modalidades, priorizando escolas de tempo integral e que promovam a igualdade de gênero, raça  e etnia.

 


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