8 de Março em Feira de Santana: MULHERES NA LUTA POR DIREITOS, DEMOCRACIA E AUTONOMIA

8 de Março em Feira de Santana: MULHERES NA LUTA POR DIREITOS, DEMOCRACIA E AUTONOMIA

08/03/2018

#MOC_PorumSertaoJusto

O MOC participou nesta quinta-feira (08), do ato pelo Dia Internacional da Mulher, no centro de Feira de Santana, com o intuito de lutar pela defesa dos direitos conquistados. O tema do evento “MULHERES NA LUTA POR DIREITOS, DEMOCACRIA E AUTONOMIA”, levou às ruas discussões sobre as questões previdenciárias, igualdade de direitos e o fim da violência contra as mulheres que tem crescido consideravelmente nos últimos anos.

A Frente de Mulheres de Feira de Santana, formada pela organização de movimentos sociais como o Movimento de Organização Comunitária -MOC , sindicatos, coletivos de mulheres, entre outros, esteve presente em defesa da vida, direitos, autonomia e liberdade das mulheres. O evento também contou com a participação das mulheres rurais do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira de Santana (SINTRAFS).

A concentração na frente da Prefeitura Municipal, por volta das 8h reuniu trabalhadoras do campo e da cidade em função de um ato político seguido da marcha pela falta de direitos. Durante o ato aconteceu várias intervenções artísticas e com muita música. Ainda durante o ato as vozes das mulheres ecoaram pelos quatro cantos pedindo o fim do feminicídio e lembrou o caso mais recente no município, o da estudante Bruna Santana de 16 anos, morta de forma brutal. Familiares da adolescente reforçaram a luta e pediram por justiça.

Para Selma Glória Coordenadora do Programa de Gênero PGEM/MOC diante de um país devastado pelo golpe, diante de um país que é recorde em violência contra as mulheres, diante de um país racista, homofóbico, talvez tenhamos poucos motivos para comemorar, mas não nós faltará motivos para vim pra rua protestar e dizer o que nós queremos. “Por isso, não estamos em uma passeata, nós estamos em uma marcha gritando e dizendo o que é que a gente quer para nosso Brasil. Não são os homens, não são os ricos e poderosos que vão dizer qual modelo de sociedade teremos. Somos nós mulheres que vamos dizer o que queremos, nós estamos aqui por nós, por elas e pelas outras. Nós estamos aqui por aquelas que não vieram. Nós estamos aqui por aquelas que não puderam mais estar no nosso meio. Nós estamos aqui para dizer que uma sociedade que a gente quer é sem violência“, expressou Selma.

A luta das mulheres é criminalizada, lutar não é apenas resistência, mas é a única forma que as mulheres encontram para permanecerem vivas e transformarem suas feridas em esperança. A celebração da data é mais que uma simples comemoração ou lembrança, é, na verdade uma inegável oportunidade para pensar, repensar e organizar as mudanças em benefício da mulher e, consequentemente, de toda a sociedade. E nesse dia tão importante, as Mulheres se reuniram com o intuito de mostrar que resistem. A luta será por direitos e contra os retrocessos impostos pelo governo golpista.




Por : Alan Suzarte 
Programa de Comunicação do MOC