Junho é um mês lilás, mês do “Junho Feminista”

Junho é um mês lilás, mês do “Junho Feminista”

31/05/2016

Para reivindicar por justiça social e por não ignorar os altos índices de feminicídio, estupro, assédio sexual e ameaça às mulheres em diversos espaços privados e públicos iniciamos neste 1º de Junho o “JUNHO FEMINISTA”. Feminismo é a ideia de que mulheres e homens são seres com dignidade equivalente e merecem direitos, oportunidades e liberdades equivalentes. 

Todos e todas estão convocados/as para juntar-se a nós do MOC, movimentos sociais e feministas do Brasil neste mês de mobilizações e muitas lutas.  Vamos levar nossa indignação para nosso trabalho, ruas, escolas e universidades.

O lilás que significa a igualdade e é símbolo da luta feminista representará a cor do protesto e a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Vamos pintar de lilás e de todas as cores da igualdade!  Vale o lilás em roupas, bolsas ou até mesmo numa fitinha amarrada no pulso ou como broche.

Vale lembrar que uma mulher morre a cada 90 minutos vítima de feminicídio. O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking global de homicídios de mulheres, entre 83 países elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Entre as 500 maiores empresas do mundo, menos de 5% possuem CEOs mulheres. O Brasil ocupa a posição de 116º lugar no ranking de representação feminina no Legislativo.

Durante o mês de Junho use as hashtags abaixo nas redes sociais e venha conosco lutar por uma sociedade livre de machismo, racismo e homofobia!
#JunhoFeminista
#Porjustiçasocial
#Naoaoestupro
#Abaixoviolenciasexual
#somostodasfeministas

 
Fique por dentro: 

Violência contra a mulher no Brasil
No Brasil, de acordo com balanço divulgado pelo Ligue 180, somente no primeiro semestre de 2015, foram feitos 179 relatos de violência contra mulheres por dia, com um total de mais de 32 mil ligações sobre violência contra a mulher.

Desse total, mais da metade das ligações, ou 16 mil casos, foram para relatar agressão física, o que representa 92 denúncias por dia. O segundo tipo de violência mais relatado foi o de agressões psicológicas, com aproximadamente 10 mil casos. A perseguição de mulheres, por exemplo, é um tipo de violência que se enquadra nessa classificação. Já o número de relatos de violência sexual alcança aproximadamente sete casos diários nos seis primeiros meses do ano.

De acordo com o balanço, em comparação com o mesmo período em 2014, a Central de Atendimento à Mulher registrou aumento de 145,5% das denúncias de cárcere privado e de 65,39% nos casos de estupro.

Uma pesquisa do Ipea, que avalia a efetividade da Lei Maria da Penha, apontou que a Lei nº 11.340/2004 fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro das residências das vítimas.

O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking global de homicídios de mulheres, entre 83 países elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Os números constam do estudo "Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil", realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a pedido da ONU Mulheres.

A estimativa feita pelo Mapa, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, alerta para o fato de a violência doméstica e familiar ser a principal forma de violência letal praticada contra as mulheres no Brasil. A cada sete homicídios de mulheres, quatro foram praticados por pessoas que tinham relações íntimas de afeto com a vítima.

O Mapa da Violência 2015 também mostra que o número de mortes violentas de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. No mesmo período, a quantidade anual de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013.

Mulher na política
O Brasil tem uma das taxas mais baixas no mundo de presença das mulheres no Congresso Nacional. De acordo com dados da União Interparlamentar, as mulheres no mundo são 22,6% dos representantes do povo no Poder Legislativo. No nosso país elas são apenas 8,6%.

De acordo com a organização, de um total de 190 países, o Brasil ocupa a posição de 116º lugar no ranking de representação feminina no Legislativo. Na atual legislatura temos 53 deputadas, o equivalente a 9,9% das cadeiras na Câmara dos Deputados. Já no Senado Federal, com 81 cadeiras, temos 12 mulheres. Com isso, os números brasileiros ficam a baixo da média mundial.

Só 10% dos países num mundo com 50% de mulheres são governados por mulheres. Nossos números são inferiores, inclusive, aos do Oriente Médio, que tem uma taxa de representação feminina de 16%.

Mercado de trabalho feminino
A taxa de desemprego das mulheres é cerca de duas vezes a dos homens, de acordo com relatório da ONU Mulheres. Em todo o mundo, apenas metade das mulheres participa do mercado de trabalho, em comparação a três quartos dos homens.

Em geral, apenas um quarto das mulheres empregadas está no setor formal. Em regiões em desenvolvimento, até 95% do emprego das mulheres é informal. Elas também ainda "carregam o fardo de trabalho de assistência não remunerado".

As disparidades não param por aí, a publicação revela que em todo mundo, as mulheres recebem 24% menos que os homens. As lacunas para mulheres com filhos são ainda maiores.

As diferenças de salários continuam para todas as mulheres, com ou sem filhos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Numa média global, as mulheres ganham o equivalente a 77% dos salários dos homens. E se nenhuma ação for tomada para mudar o quadro, a igualdade de salários só será alcançada em 2086, ou daqui a 71 anos.

Em 2013, no Brasil, 4,5% dos homens estavam desempregados contra 7,8% das mulheres. No mesmo ano, 59,4% das mulheres participavam da força de trabalho, contra 80,8% dos homens.
Fonte: EBC