No Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher o MOC continua sua luta de mobilização e sensibilização

No Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher o MOC continua sua luta de mobilização e sensibilização

25/11/2015

Neste 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, dia de conscientização, de luta e de mobilização, o Movimento de Organização Comunitária (MOC) representado por Nayara Cunha, coordenadora do seu Programa de Comunicação, participou no município de Retirolândia de ato público pelos 16 dias de ativismo. O ato foi a culminância dos debates sobre o tema que já acontecem em comunidades do município, com a participação ativa de mulheres rurais.  Segundo Nayara  é preciso lutar pela materialização das conquistas já produzidas em relação às politicas para as mulheres no Brasil. “Precisamos continuar a nos articular com todos os sujeitos políticos que lutam pela ampliação e consolidação dos direitos humanos das mulheres”, ressalta. 

O MOC também esteve representado hoje (25) no município de Nova Fátima, onde Selma Glória, coordenadora do seu Programa de Gênero fez o lançamento da campanha institucional “Quebre o Silêncio! Sua atitude pode salvar vidas: Denuncie toda e qualquer forma de violência contra às mulheres”, num evento com a participação do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR). A campanha  tem por objetivo mobilizar e sensibilizar a população para a prevenção e enfrentamento a violência contra as mulheres. Para isso, tem o envolvimento do poder público, agências de comunicação e demais organizações locais comprometidos com a garantia da dignidade humana das mulheres. 

Em seguida foi realizada uma manifestação pública pelas ruas da cidade em repudio ao abuso e a violência contra as mulheres, e que  também visou alertar a população sobre as medidas que podem ser adotadas para evitar tais crimes (foto). "Hoje, 25 de novembro, dia em que o mundo inteiro grita contra todas as formas de violência contra as mulheres, nós nos unimos as tantas mulheres da região Semiárida da Bahia para ecoar nossas vozes em todos os cantos necessários. Mulheres e homens de Nova Fátima nas ruas quebrando o silêncio", ressalta Selma.

Segundo o Mapa da Violência 2015, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), o país tem uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres; 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, conforme dados de 2013 do Ministério da Saúde.

O estudo aponta ainda que houve um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. A fonte básica para a análise dos assassinatos no Brasil, em todos os Mapas da Violência até hoje elaborados, é o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).

16 Dias de Ativismo
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. 

Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Por:
Maria José Esteves
Programa de Comunicação do MOC