Luta, resistência e muita motivação marcaram o Seminário Territorial da Bacia do Jacuípe em Capela do Alto Alegre

Luta, resistência e muita motivação marcaram o Seminário Territorial da Bacia do Jacuípe em Capela do Alto Alegre

23/08/2018

 “Esse é o nosso país, essa é a nossa bandeira, é por amor a essa pátria Brasil, que a gente seguie em fileira”. Na inspiração da bandeira de luta e resistência, na busca de reafirmar o compromisso de fortalecer e reconstruir a democracia e a justiça no país, que aconteceu nesta quinta-feira (23) de agosto, o Seminário Territorial da Bacia do Jacuípe sobre Conjuntura Política e Eleições 2018, em Capela do Alto Alegre, organizado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA-Bahia), Fórum Baiano de Agricultura Familiar (FBAF), Articulação de Agroecologia da Bahia (AABA), além de reunir lideranças comunitárias, sindicais, de grupos de produção, grupos de jovens, auto-organizações de mulheres e equipes das entidades que atuam na região, entre outras.

Um dos propósito do Seminário foi de denunciar aqueles que estão compactuando com a retirada de direitos do povo, , principalmente, no campo das políticas de Convivência com o Semiárido, Agricultura Familiar e Agroecologia, bem como seguiu anunciando, conscientizando e multiplicando a importância do papel de cada cidadão e cidadã para mudar esse cenário desastroso, replicando essa formação política nas bases de atuação e em todos os espaços possíveis, seja familiar, comunitário ou social.

No primeiro momento da mesa, o companheiro Arnor Pereira do Sindicato de Ipirá (Fórum Baiano de Agricultura Familiar) falou do sentido maior de trazer essa análise da conjuntura política, lembrando do processo histórico, das lutas, das conquistas ocorridas de 2002 a 2014 e como tudo isso vem se perdendo. “Somos nós que devemos fazer essa análise e dizer em quem voltar nas eleições 2018(...). A gente precisa denunciar e anunciar, falando do passado, do presente e o futuro que nós queremos. O Seminário só vai ter êxito se cada um/a da gente partir para fazer o trabalho dele e multiplicar nas nossas comunidades”, frisou Arnor.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não. Nas escolas, nas ruas, campos, construções. Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Para enfatizar sua fala o professor Reis Oliveira (Colegiado Territorial Bacia do Jacuípe) trouxe essa canção para lembrar que a história do povo é grande e que são frutos de um processo histórico, por isso a ânsia de barrar um projeto, essa ideia, uma ousadia articulada, a rebeldia organizada, de processos sociais mobilizados, porque não querem que povo tenham vida, pois o povo aprendeu, a partir de governos representativos e participativos, que se pode muito mais nesse país. “Nós somos e nós podemos. Esse é o medo da burguesia, por que quando o povo acorda os grandes tem medo(...). E poder popular a gente constrói na luta. Nós precisamos retomar nosso chão, nossas conquistas, nossas caatingas e dizer o povo pode, o povo quer e o povo vai mudar”, exaltou o Professor Reis.

“Tudo depende de nós”, expressou Agnaldo Rocha (ASA-BA) reafirmando a necessidade do compromisso de cada um/a para caminhar de porta em porta, nos sindicatos, associações, nas igrejas e demais lugares para levar as ideias dos candidatos/as, que defende os direitos do povo, que divide, que sabe compartilhar e quer o bem de todos, garantindo que esses/as ocupem o maior número na Assembleia Legislativa e na câmera Federal.

O Seminário abriu espaço para os candidatas, que aceitaram ao convite de participar e expor suas propostas e compromissos de campanhas, que são ligados a um governo participativo e democrático, garantindo de fato os direitos do povo, de uma vida digna e feliz. Na oportunidade, as candidatas contou um pouco sobre suas trajetórias de vidas, de trabalho, de lutas e de caminhadas nas conquistas  e defesas dos direitos humano. E sim, lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política, por isso, o Voto pode ser feminista e de luta!




Robervânia Cunha
PCOM/MOC - ASA/Bahia