Agricultores/as apostam na cultura do estoque para conviver bem no Semiárido

Agricultores/as apostam na cultura do estoque para conviver bem no Semiárido

12/03/2018

#MOC_PorumSertaoJusto

Em visitas de campo realizadas diariamente, pelos técnicos do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, aos agricultores/as familiares é possível perceber como esses acompanhamentos de assistência contribuem para o processo de transformação e melhorias para as famílias produtoras do campo, como é o exemplo de da agricultora Maria Silvanete Rodrigues e do agricultor Avangelo Almeida, moradores da comunidade de Boa Vista de Aroeira, no município de Conceição do Coité, que são assistidos pela Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER desenvolvido pelo Movimento de Organização Comunitária – MOC em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural - BAHIATER/SDR.

Diante das inúmeras estratégias de Convivência com o Semiárido, esses agricultores/as tem seu foco na prática de plantio e armazenamento de alimentos para o consumo animal, sendo incentivados sobre o plantio de palma e capim de corte, como também a mandioca que são férteis na região semiárida. “Eles apostaram no estoque de alimentos e teve um resultado muito grande, os mesmo estão aumentando a área de plantio de capim de corte”, contou o técnico Erivanilson Oliveira que acompanha essa família.

Por muito acreditar, Maria Silvanete Rodrigues e Avangelo Almeida relatam com alegria que são muitos avanços e frutos, que estão colhendo nas suas terras, por meio dessa crença em um Semiárido positivo, nas orientações do ATER e pelo acesso ao crédito do PRONAF/CRESCER AGROAMIGO, que garante mais possibilidades para a agricultura familiar, relembrando que na propriedade há dois anos, no período de estiagem, eram obrigados a vender seu rebanho por não ter condições para alimenta-los. Hoje, após começar a cultura de estocar não precisam mais vender nenhum animal por falta de alimentação, mesmo vivendo em uma das maiores estiagens dos últimos anos. “Mudou muita coisa na nossa vida (...). Estamos aprendendo a trabalhar e prosperar”, expressou Silvanete.

Nessa última visita, o técnico também trabalhou a importância da adubação orgânica ao solo, fazendo comparação da área da palma que foi adubada com o esterco das ovelhas e das outras áreas da propriedade que não está preparado, a diferença da produtividade. O êxito nesse trabalho é mais possível por essa troca positiva de saberes entre técnico e agricultores, que somam conhecimentos e constroem assim um outro lugar para se viver, sem sair do campo.

“Pra mim é extraordinário, espetacular porque você ver a realidade de uma família mudar, através de uma visita que você ver essa famílias entrarem em processo de transição, como essa que tá estocando comida para os animais, conseguindo produzir em meio a essa seca prolongada é uma alegria muito grande ver as famílias colocando em pratica nossas orientações, mais ainda beber dessa fonte de sabedoria das experiências dos nossos agricultores, a gente comungam junto com eles (...). A gente faz um trabalho de formiguinha e ver esse trabalho fazendo um trabalho sensacional na vida das pessoas", frisou o técnico  
Erivanilson.



Por: Robervânia Cunha
Programa de Comunicação do MOC