Comunidade Bastião realiza colheita de Sementes Crioulas e guarda em Banco Comunitário

Comunidade Bastião realiza colheita de Sementes Crioulas e guarda em Banco Comunitário

19/09/2017


#2017MOC50Anos
#PorumSertaoJusto


“Não tivemos muitas sementes, mas garantimos a nossa para guardar”, expressa a agricultora Dona Maria José Rios (Zete) moradora da Comunidade Bastião, no município de Retirolândia. Sua comunidade foi contemplada pelo projeto Sementes do Semiárido, executado pelo Movimento de Organização Comunitária – MOC em parceria com Articulação Semiárido Brasileiro - AS
A, que levou mais incentivo de resgate, valorização e disseminação das sementes crioulas da região.

A comunidade abraçou e construiu junto à ação do Banco de Sementes Comunitário, além de se reunirem em capacitações e intercâmbios para troca de experiências e saberes. Os agricultores e agricultoras se uniram também no trabalho coletivo local, com o processo da roça comunitária, da qual estão colhendo sementes que servirão para plantio familiar e ainda serem armazenada no Banco Comunitário.

Segundo Taina Lima técnica do Programa de Água, Produção de Alimento e Agroecologia (PAPAA) do MOC, o Banco de Sementes do Bastião conta com mais de 50 variedades de sementes, sendo de: feijão, milho, hortaliças, árvores da caatinga, flores da região, plantas ornamentais e muitas outras.

As Sementes crioulas, também conhecidas como Sementes da Paixão, da Resistência, da Gente, da Fartura e da Vida, representam uma relação de afeto das famílias agricultoras e reforça a cultura do estoque. Essa é mais uma estratégia de Convivência no Semiárido, que garante o resgate e valorização do patrimônio genético e faz com quem as famílias estejam preparadas para o período do plantio. E assim, o Bastião acredita na potencialidade de um Semiárido justo, com autonomia, liberdade e igualdade para todos/as.


Por: Robervânia Cunha
Programa de Comunicação do MOC