Audiência Pública sobre Genocídio e Feminicídio da Juventude Negra foi realizada em Serrinha

Audiência Pública sobre Genocídio e Feminicídio da Juventude Negra foi realizada em Serrinha

17/05/2018

#MOC_PorumSertaoJusto

O racismo lapida sonhos e vidas diariamente, por isso se faz necessário buscar meios de enfrentamentos a essa violência, que historicamente, carrega a marca dessa violência, descriminação e desigualdade, direcionado pela ideologia burguesa e capitalista. Assim, nesse dia 16 de maio, aconteceu na Câmera Municipal de Serrinha, uma Audiência Pública sobre Feminicídio e Genocídio da Juventude Negra do Território do Sisal, contando com a participação dos municípios que integram nesse território.

A técnica do Movimento de Organização Comunitária (MOC), que conta com o apoio da instituição Actionaid, Ádila da Mata fez parte da mesa de saudação da Audiência e se apresentou reafirmando sua fala e identidade, a luta e defesa por mais respeito, igualdade e direitos,
 com nome e sobrenome explicando que se não nos apresentarmos com nome e sobrenome o racismo da o nome que quiser,  citando "Lélia Gonzalez. "Sou Ádila da Mata mulher negra, feminista, integrante do Programa de Gênero do MOC, como também da Rede de Enfrentamento aos Racismo Institucional do Território do Sisal”. Rede essa responsável pela inciativa da realização da Audiência, que teve como objetivos: sensibilizar o Território do Sisal nas políticas públicas de promoção de igualdade racial, bem como as políticas para as mulheres com ênfase no enfrentamento a genocídio da juventude negra e do feminicídio, principalmente, das mulheres negras.

Segundo Ádila o Genocídio é uma realidade assombrosa no Brasil, assim como no território também, jovens negros e negras estão morrendo cada dia mais e não se sabe o motivo, por isso é necessário falar, conhecer e dialogar mais sobre o racismo institucional, pois a crescente de feminicídio de mulheres negras é absurda. “O Movimento negro tem denunciado, mas esse papel não é só dos movimentos negros e sociais, esse enfrentamento deve ser nosso, de toda a população, da escola, da sociedade civil e aproveito que estou nessa casa da cidadania e digo que é principalmente do poder público, pois é só através de políticas públicas específicas e afirmativas que mudaremos esse contexto", frisou Ádila.

Foi um momento bastante importante de unir forças e pensar nos mecanismo de enfrentamento a essa violência triste no Brasil, entre falas, relatos, sugestões de estratégias, de representantes de redes de enfrentamento e de quem mais entra nessa luta e diz que o problema do racismo é de toda sociedade. De modo, que já saiu com encaminhamento de uma nova audiência com o mesmo tema, mas  dessa vez solicitada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).





Por: Robervania Cunha
Programa de Comunicação do MOC