Audiência Pública Pelo Fim da Violência contra a Mulher lançou a Campanha “O PROBLEMA TAMBÉM É MEU” no Território da Bacia do Jacuípe.

Audiência Pública Pelo Fim da Violência contra a Mulher lançou a Campanha “O PROBLEMA TAMBÉM É MEU” no Território da Bacia do Jacuípe.

25/11/2017

#MOC_PorumSertaoJusto

“Companheiras me ajude que eu não posso andar só, eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor”. Uma canção que retrata a luta e caminhada das mulheres para o combate a todos os tipos de violência contra as mulheres e convida a construir uma sociedade justa, coletiva e com diretos e espaços garantidos, pelo fim da cultura do machismo, racismo e demais preconceitos que roubam a vida de milhares de mulheres diariamente, buscando medidas de proteção, como política publica, assim como incentivo e valorização da sua liberdade.

A partir dessa necessidade de contribuir para desnaturalização das violências de gênero e dar visibilidade as diversas formas de violência dos direitos das mulheres, de modo que promova os mecanismos de prevenção e enfretamento à violência que foi lançada no Território da Bacia do Jacuípe, no município de Riachão do Jacuípe, a Campanha “O PROBLEMA TAMBÉM É MEU”. Não à Violência Contra Mulheres, realizada pelo Movimento de Organização Comunitária – MOC em parcerias com organizações de mulheres e feministas, redes, sindicatos, além de outros apoios, na manhã dessa sexta-feira, 24 de novembro, no Sindicato dos/as Trabalhadores/as Rurais de Riachão.

“O chamado nessa audiência é justamente para construir uma nova sociedade”. A audiência contou com realização do MOC, Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e Comitê de Mulher Territorial da Bacia do Jacuípe, sobre a coordenação da deputada Neusa Cadore, presente na mesa de abertura e saudação juntamente com Selma Glória (Coordenadora do Programa de Gênero do MOC), Arleide Carneiro (Secretária de mulheres no Sindicato e presidente do conselho municipal de direito da mulher em Riachão), Nailza Carneiro (Secretária de Assistência Social Riachão), Elba Menes (Soldada da Companhia da Polícia Militar da Bahia), João Batista (Presidente do Sindicato de Riachão). “Não é um papel das mulheres, combater as desigualdades de gênero e a violência é um papel de todos e todas. Precisamos responsabilizar cada vez mais toda sociedade, as organizações o poder publico, os sindicatos e os movimentos sociais”, destacou Selma.

Com um público de diversos municípios desse território, como lideranças das organizações de mulheres, agricultoras, gestoras públicas, profissionais dos CRAS/CREAS, estudantes, homens e jovens das organizações e comunidades de base, que deu seguimentos as atividades com a contextualização e o percurso desse movimento em defesa de mulheres que sofrem com as mais diversas formas de violência. Contando ainda com apresentação teatral Maria vai com as outras (Movimentos de Mulheres de Pintadas), assim como a canção “Maria da Penha Sou Eu” com composição de Esmeralda Soares.

Um ponto crucial dessa audiência ocorreu com o painel: Avanços e desafios na efetividade da Lei Maria da Penha, levando como convidada para essa abordagem e debate Eulália Azevedo (SPM/BA), Capitã Paula Queiroz (Roda Maria da Penha) e Maria Vandalva Oliveira (Coordenadora Pedagógica do MOC), com a mediação de Neuza Cadore.

Segundo Eulália a Lei Maria da Penha foi um grande avanço na luta pelo enfretamento a violência contra as mulheres, mas não é o suficiente para o combate essa brutalidade que a essa violência. “Além de não ter essa Lei totalmente respeitada ainda vem, após essa crise econômica e política esse golpe midiático, parlamentar e jurídico (...). Estamos vivendo um profundo retrocesso, a porta para a gente vencer essas mazelas e desigualdades só pode ser pela educação, socialização e disseminação de atividades como essa, que é também de formação”, enfatizou Eulália.

“O fato da Lei existir é um avanço. 11 anos de Lei Maria da Penha, mas o fato dela precisar existir significa que algum direito que era seguro foi violado. (...) Então vivemos em uma sociedade em que as Leis são necessárias, elas não resolve o problema, mas poder visibilizar e disseminar’,
  abordou Vanldalva.

A capitã Paula relatou sobre seu trabalho, que tirou o projeto da Roda Maria da Penha do papel e mesmo sendo de forma bem tímida e com muitas dificuldades já contribui com a medida protetiva para mulheres de cidades da Bahia. “O nosso desafio e interesse era de colocar a medida a serviços de todas, mas não temos essa capacidade, temos vontade por isso nos desdobramos para estar em todos os espaços como esse, com todos os públicos”, disse a capitã.

Para Dona Antônia (Presidente do Sindicato de Nova Fátima) a mulher não pode se deixar ser mercadorias dos seus companheiros. “Somos mulheres e cumprimos nossos deveres de cidadã por isso precisamos ocupar espaços na política, nos sindicatos e em todo lugar”, expressou dona Tonha como é conhecida.

A deputada Neuza como representante legal do povo, saiu dessa Audiência com a bagagem cheia de propostas e pedidos pela sociedade pública pelo fim da violência contra as mulheres, a mesma se compromete em buscar o máximos para que de fato exista mais políticas publicas nesse contexto. “Peço também o compromisso de cada uma de vocês, que em nomes daquelas que já se foram abrace essa causa, denuncie, oriente e conscientiza sobre essa cultura berradora de violência à mulheres.

"Seguiremos em marcha até que todas sejam livres". Pelo fim da Violência contra as mulheres.


Por: Robervânia Cunha
Programa de Comunicação do MOC - PCOM